O desafio era obrigatório. As notícias diárias sobre a situação dramática dos refugiados e os comentários e reações, muitas vezes pouco esclarecidos, das redes sociais impulsionaram uma iniciativa comum nas Escolas Amigas dos Direitos Humanos sobre esta situação que tanto tem de atual como de grave.
Mas qual a melhor forma de explorarmos este tema, que suscita reações tão extremas, e ao mesmo tempo incentivar a reflexão e pensamento crítico sobre ele? A solução foi deixar as soluções nas mãos dos estudantes. Deixá-los assumir o papel de quem tem que decidir e que tem de estar informado sobre todos os aspetos que envolvem esta delicada situação.
Foi assim que se realizaram durante fevereiro e março de 2016, as simulações das “Cimeiras de Chefes de Estados: Refugiados: Que soluções?” nas Escolas que integram o projeto Escolas Amigas dos Direitos Humanos. Com uma média de 50 participantes por escola, os jovens representaram a posição de seis países com posições contraditórias em relação ao acolhimento dos refugiados. Tiveram para isso que conhecer as suas posições, os seus argumentos, refletir sobre eles e pensar nas soluções possíveis para uma crise sem precedentes. Na segunda parte da sessão houve espaço para debater a questão, agora a nível individual, onde todos puderam partilhar as suas opiniões, colocar e esclarecer dúvidas.
Durante as “cimeiras” realizou-se uma votação secreta sobre a opinião dos participantes em relação ao acolhimento de refugiados em Portugal. Os resultados foram semelhantes em todas as escolas, com uma grande maioria a defender o acolhimento no nosso país. Um resultado que não surpreende: em abril deste ano estas mesmas escolas mobilizaram-se para alertar os líderes europeus de que é necessário agir para salvar as vidas que se perdem diariamente no Mediterrâneo.
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Escola Pedro Ferreiro, Ferreira do Zêzere | Escola Gama Barros, Cacém | Escola Prof. Reynaldo dos Santos, Vila Franca de Xira |