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sexta, 25 novembro 2016 11:33

Polícia em Angola tem de proteger os manifestantes e não puni-los

SiteFOTOangolaRelatorioMortesA Amnistia Internacional frisa que as autoridades em Angola devem permitir o livre exercício de liberdade de expressão e de reunião no país, em antecipação às manifestações pacíficas convocadas para as cidades de Benguela e de Luanda, este sábado, 26 de novembro, em protesto contra a nomeação de Isabel dos Santos, filha do Presidente, José Eduardo dos Santos, para a chefia do Conselho de Administração da energética pública Sonangol.

“As autoridades têm de permitir este fim de semana que os manifestantes exerçam os seus direitos de liberdade de expressão e de reunião pacífica. Os protestos públicos não podem ser usados como uma oportunidade para punir as críticas [ao Estado]”, avança o diretor da Amnistia Internacional para a África Austral, Deprose Muchena.

O perito lembra que “as autoridades angolanas têm feito tudo nos anos recentes para suprimir as vozes dissidentes, incluindo o recurso às forças de segurança para fazer detenções arbitrárias, prender e até submeter a desaparecimentos forçados aqueles que exigem responsabilização e boa governação”.

“Instamos a polícia de Angola a exercerem contenção e a garantirem a segurança de todos os manifestantes”, remata Deprose Muchena.

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, nomeou a 2 de junho passado a filha Isabel dos Santos para presidir ao Conselho de Administração da empresa pública petrolífera e gasífera Sonangol. Os organizadores do protesto convocado para sábado contestam essa nomeação.