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STOP Tortura

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quinta, 16 julho 2015 09:12

Grupo de Chaves da AI vai correr e marchar quilómetros contra a tortura

O Grupo Local de Chaves da Amnistia Internacional, em colaboração com a Associação de Academia Desporto Futiba de Chaves, lança-se a palmilhar quilómetros no próximo sábado, 18 de julho, numa corrida e marcha noturna que fica ligada à campanha STOP Tortura também com a recolha de assinaturas nas petições da organização de direitos humanos em defesa de vítimas de tortura.

O evento – Aquae Flaviae Night Running – tem hora de partida marcada para as 21h junto à Piscina Municipal de Chaves (Rua Tabolado) e o Grupo Local36/Chaves da AI chama toda a população a dar passadas largas no combate à tortura, pondo o seu nome nas petições em defesa de Erkin Musaev e de Dilorom Abdukadirova, que foram ambos sujeitos àquela prática cruel e desumana no Uzbequistão.

A Amnistia Internacional convida também todos os participantes nesta corrida (13 km) e marcha (6 km) noturnas de Chaves a registarem os quilómetros feitos no site “Correr contra a Tortura”, lançado a 26 de junho passado, Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura.

A organização de direitos humanos mantém há décadas um trabalho consistente a nível global pela erradicação da tortura, que continua a ser usada em muitas partes do mundo para intimidar, punir e extrair “confissões”, infligindo dor e vencendo toda a resistência física, psicológica e emocional de seres humanos. A campanha STOP Tortura, lançada em 2014, desenvolveu várias investigações sobre as práticas de tortura com enfoque em cinco países em particular: MéxicoFilipinasMarrocos e Sara OcidentalNigéria e Uzbequistão.

Neste último país o recurso à tortura e outros maus-tratos é desenfreado e tem um “papel principal” no sistema judicial e na repressão que o Governo exerce sobre todos e qualquer grupo tido como uma ameaça à segurança nacional. A investigação feita pela Amnistia Internacional no Uzbequistão revela e alerta que a polícia e as forças de segurança recorrem com frequência à tortura para extraírem confissões, intimidar famílias inteiras ou como ameaça para extorquirem subornos.

 

A Amnistia Internacional insta as autoridades do Uzbequistão, país signatário de vários tratados de direitos humanos que proíbem a tortura, a porem fim a esta prática cruel e desumana. Junte-se também a este esforço e assine a petição em que se apela ao chefe de Estado uzbeque para que emita um decreto presidencial que obrigue à reforma do Código de Processo Penal do país, consagrando a proibição absoluta e explícita do uso da tortura e a inadmissibilidade de quaisquer testemunhos ou provas em tribunal que tenham sido obtidos daquela forma.