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STOP Tortura

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sexta, 29 maio 2015 12:09

Campanha “Sons da Tortura” da Leo Burnett para a AI Portugal vence conceituado prémio internacional

 

A campanha “Sons da Tortura” que a agência Leo Burnett Lisboa desenvolveu para a Amnistia Internacional Portugal ganhou o conceituado prémio de arte e design Lápis de Grafite (prata) atribuído pela organização D&AD, que distingue anualmente os melhores exemplos de criatividade na comunicação e na publicidade a nível internacional.

A “Sons da Tortura” foi lançada em junho de 2014, tendo então como mote assinalar o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura e vive num site (sonsdatortura.pt) que desafia os visitantes a interagirem com a “encarnação digital” do kit de percussão desenhado e construído por Rui Pina, capaz de produzir música ao mesmo tempo que recorda que, noutros lugares do mundo, aqueles mesmos objetos estão a ser usados para torturar alguém. Esta “bateria” é feita com objetos do quotidiano – como cafeteiras, alicates, funis, bidões –, que são também usados por torturadores para infligir dor, quebrar o espírito e vencer toda a resistência física, psicológica e emocional de seres humanos.

A bateria da "Sons da Tortura" fez a sua estreia numa performance de rua da Amnistia Internacional Portugal que contou com a participação do baterista Hélio Morais, dos PAUS e dos Linda Martini, no Chiado, em Lisboa. O kit de percussão viajou depois até Viana do Castelo e a Viseu, antes de regressar a Lisboa, ainda em 2014, para uma ação de rua organizada pela ReAJ-Rede de Ação Jovem da Amnistia Internacional Portugal, no Cais do Sodré, em que foi tocada pelo músico Guilherme Leal, dos PuntzkaPuntz.

Agora foi galardoada com o Lápis de Grafite (equivalente a prata), numa cerimónia em Londres, a 21 de maio. Os prémios D&AD (Design & Art Direction) são dos mais conceituados a nível internacional, atribuídos desde 1963, e visam celebrar a comunicação criativa e elevar padrões no sector da publicidade mundial. O prémio máximo é o Lápis Negro. Na edição deste ano dos prémios D&AD concorreram 22 mil trabalhos oriundos de 85 países e foram atribuídos o total de 848 lápis em várias categorias.