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quinta, 22 setembro 2016 10:16

Paralisia europeia força dezenas de milhares de requerentes de asilo a viverem em condições terríveis

SiteFOTOrefugiadosDIGESTnovaFOtpequenaUm ano após os líderes da União Europeia terem firmado acordo sobre um mecanismo de relocalização de emergência para partilharem entre si a responsabilidade pelos requerentes de asilo, dezenas de milhares de pessoas continuam sem saída e a viverem em condições pavorosas na Grécia, alerta a Amnistia Internacional com a publicação, esta quinta-feira, 22 de setembro, de um novo briefing sobre a situação dos refugiados no espaço europeu.

Em “Our hope is broken:European paralysis leaves thousands of refugees stranded in Greece" (Esperanças despedaçadas: parálise europeia deixa milhares de refugiados encurralados na Grécia) são apresentados detalhadamente casos concretos, provas e dados sobre a forma como a falta de vontade política dos governos da Europa está a condenar pessoas extremamente vulneráveis a uma insegurança incapacitante e horríveis dificuldades (na foto: campo de refugiados Softex, em Salónica). Este briefing demonstra que foram efetivamente cumpridos apenas 6% dos compromissos de relocalização assumidos pelos países europeus em acolherem nos seus territórios requerentes de asilo que se encontram na Grécia.

“Ao ritmo atual vão ser precisos 16 anos para concretizar os compromissos de relocalização assumidos há um ano. É vergonhoso que a Europa não consiga pôr a política de lado e resolver esta crise através da justa partilha de responsabilidades por um número relativamente pequeno de refugiados”, critica a campaigner da Amnistia Internacional sobre Migrações Monica Costa.

Esta perita da organização de direitos humanos frisa que "os governos europeus têm de cumprir as promessas que fizeram e providenciar a proteção, a esperança e a dignidade que os requerentes de asilo merecem". "E para o fazer, têm de aumentar o número de vagas de relocalização, acelerar o processo e emitir vistos humanitários, além de criar procedimentos céleres e acessíveis de reunificação familiar", exorta.

A Amnistia Internacional sustenta que parte da solução para a atual crise dos refugiados passa por quatro palavras: eu acolho os refugiados. É esta a declaração de dignidade, de humanidade e de partilha da responsabilidade feita pela organização de direitos humanos. Faça-a também: assine o manifesto!