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segunda, 12 setembro 2016 15:25

Resolver a crise global de refugiados começa com estas quatro palavras: eu acolho os refugiados.

Atualmente, pessoas pelo mundo inteiro, em números recorde históricos, foram forçadas a fugir das suas casas.

Mas a maior parte dos países, em vez de darem mostras de uma verdadeira liderança e protegerem os refugiados, estão a fechar-lhes as portas.

As mais ricas nações do mundo estão a deixar nas mãos de apenas uma meia dúzia de países a tarefa de lidarem sozinhos com quase todos os 21 milhões de refugiados que existem no globo. Políticos e poderosos media estão a manipular a realidade e a desumanizar os refugiados, retratando estas pessoas como “ilegais” ou “invasores” que constituem “ameaças à segurança”.

Estão a evadir-se à responsabilidade de proteger pessoas que fogem da violência, da perseguição e de conflitos. E a cada dia que passa, essa indecisão e a falta de ação estão a provocar um sofrimentohumano imenso.

Se não podemos confiar nos nossos políticos para mudarem o mundo, iremos fazê-lo nós mesmos.

Assine o manifesto, diga aos seus amigos, espalhe a mensagem e ajude-nos a pedir ao governo português que faça eco da nossa solidariedade. Os refugiados precisam de soluções e não de muros.

ASSINE O

MANIFESTO

“Nasci aqui em
Kakuma, mas sei que tínhamos
muita coisa no Sudão. Tínhamos três
casas: uma para o gado, um barracão ea casa onde vivíamos.”
 
William, de 11 anos, é refugiado e vive num
campo no Norte do Quénia.
 

UMA OPORTUNIDADE PARA COMEÇAR DE NOVO

Uma sondagem feita recentemente pela Amnistia Internacional à opinião das pessoas pelo mundo inteiro demonstrou que 80% de nós estamos prontos a acolher refugiados nos nossos países e nas nossas comunidades – até mesmo nas nossas casas.

Juntos, somos um movimento de pessoas que acreditam que aquilo que nos une é muito mais poderoso do que o que nos divide.

Não vemos os refugiados como uma ameaça, mas sim como pessoas cujas vidas estão ameaçadas. São pessoas que precisam de um lugar seguro para começar de novo e uma oportunidade para darem um contributo positivo.

 
“Se tivesse de fazer um desejo, seria arranjar trabalho, independência, e conseguir ter perto aqueles que amamos. Enfim: uma vida normal
em segurança – é assim, simples.”
 
Sherihan (à direita na fotografia), refugiada
síria reinstalada na Noruega.

        c. Marc Silver

Os pertences de um homem, cuidadosamente arrumados,
num abrigo para migrantes no México, em 2010.
Todos os anos, centenas de milhares de pessoas
fazem uma das mais perigosas viagens do mundo,
em fuga de uma violência implacável e pobreza extrema em
El Salvador, nas Honduras e na Guatemala, em
busca de segurança no México e nos Estados Unidos.
 

ESTE É O NOSSO MOMENTO

A nossa resposta à crise global de refugiados vai definir o mundo em que nós e as gerações futuras iremos viver. E a história julgar-nos-á sobre a forma como lidámos com a maio crise humana dos nossos tempos.

Este é o nosso momento: para defender aquilo que nos une como seres humanos e para nos recusarmos a permitir que o medo e o preconceito vençam.

Resolver a crise global de refugiados começa com cada um de nós e com todos nós a assumirmos um simples e muito pessoal compromisso em ajudar – dizendo, tão simplesmente: “Eu acolho os refugiados”.

Juntos, enviamos uma mensagem poderosa aos políticos do mundo inteiro para que façam o que está certo e firmem um acordo de partilha de responsabilidades pelos refugiados – agora!

 


 

O QUE É QUE A AMNISTIA INTERNACIONAL INSTA A QUE SEJA FEITO?

Todos os países podem ajudar na proteção devida aos refugiados através da reinstalação e de outros mecanismos que providenciam rotas legais e seguras. A reinstalação pode proteger os refugiados que são mais vulneráveis: pessoas que foram sujeitas a tortura, por exemplo, ou mulheres em risco de serem submetidas a continuados abusos. As rotas seguras e legais são outros “caminhos” em direção à segurança e que os governos podem abrir em situações de emergência, como é o caso da crise de refugiados oriundos da Síria. Os países pode providenciar, por exemplo:

  • reunificação de famílias – isto significa que refugiados podem reunir-se a familiares próximos que já vivem em outros países.

  • Bolsas de estudo e vistos para estudantes – que permitem a refugiados começarem ou continuarem os seus estudos.

  • Vistos médicos – para ajudar quem apresenta um estado clínico grave a obter tratamento que lhe salvará a vida.

Disponibilizar tais oportunidades a muitos refugiados permitirá que estas pessoas viajem para novos países de acolhimento de forma organizada e segura.

A partilha de responsabilidade

Ignorar a maior crise humana do nosso tempo não resolverá nada e causará um enorme sofrimento. Ao concordar em partilhar a responsabilidade de proteger os refugiados, os governos podem assim dar provas de verdadeira liderança, investir na vida das pessoas e nos seus futuros e encorajar-nos a todos a mostrarmos o que temos de melhor.

A CRISE DE REFUGIADOS EM NÚMEROS

>21milhões

86%

10%
o número de refugiados no
mundo inteiro em finais de 2015.
dos refugiados vivem em países de baixos
ou médios rendimentos (fonte: ACNUR*).
é a percentagem da população
mundial de refugiados que a Amnistia insta a que sejam reinstalados até ao final de 2018.

*Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR, UNHCR na sigla em inglês)