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Fim da Mutilação Genital Feminina

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quarta, 05 janeiro 2011 09:42

Rede europeia para combate à Mutilação Genital Feminina

Em maio de 2014, foi criada a Rede Europeia Fim à MGF que será lançada oficialmente em 2015 e continuará o trabalho da campanha internacional, procurando manter a MGF na agenda da EU. 

Estas serão algumas das áreas em que a rede continuará a trabalhar:
  • Assegurar a implementação e avaliação do Plano de Ação da Comissão europeia para pôr fim à MGF
  • Facilitar a partilha de recursos e boas práticas 
  • Convenção do Conselho da Europa para prevenir e combater a violência contra as mulheres e a violência doméstica
Continue a seguir o trabalho da rede em http://www.endfgm.eu
 
 
 

Fim à Mutilação Genital Feminina

Fim à Mutilação Genital Feminina é uma campanha europeia, liderada pela Amnistia Internacional da Irlanda, a trabalhar em colaboração com várias organizações em Estados Membros da União Europeia (UE). 
 
A Associação para o Planeamento da Família (APF) e a Amnistia Internacional Portugal integram por Portugal o Grupo de ONG parceiras desta campanha.
 
A campanha tem por objectivo colocar a mutilação genital feminina (MGF) no topo da agenda da UE e dar voz a mulheres e raparigas que sofreram MGF e às que estão em risco. A campanha advoga o reconhecimento dos direitos humanos e tentará persuadir as instituições da UE a assegurar que a UE adopta uma abordagem abrangente e coerente para pôr termo à MGF.
 
A campanha tem por base e defende o reconhecimento dos princípios duma abordagem baseada nos direitos humanos (ABDH/HRBA). Esta abordagem considera a MGF uma violação dos direitos humanos, destina-se a apoiar e empoderar as pessoas sujeitas de direitos (mulheres e raparigas que sofreram ou estão em risco de sofrer MGF) e procura uma participação activa e significativa de quem é directamente afectada por essa prática. 
 
A MGF é uma manifestação de violações de direitos humanos baseadas no género que pretende controlar a sexualidade e autonomia das mulheres, e que são comuns a todas as culturas. Embora impressionante devido à sua gravidade e dimensão, a MGF não pode ser encarada isoladamente. Fazer campanha para pôr fim à MGF contribui para o avanço dum espectro mais amplo dos direitos das mulheres e raparigas.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, UNICEF e UNFPA, estima-se que cerca de 3 milhões de mulheres e crianças correm risco de mutilação todos os anos.  
 
A MGF foi documentada em cerca de 28 países do continente africano, bem como em países asiáticos e do Médio Oriente. No entanto, e devido aos crescentes movimentos migratórios, a prática da MGF tem vindo a ser alargada também a outras regiões e países, incluindo europeus.